António Ventura apresentou, esta sexta-feira, o Projeto de Resolução do PSD que defende a descontaminação dos solos e aquíferos da Praia da Vitória. No início do debate desta e das restantes iniciativas, o social-democrata referiu que esta multiplicidade de propostas significa o reconhecimento do problema, embora esta seja já a segunda vez que nesta legislatura são apresentadas iniciativas para este fim. Segundo o deputado, “isto também significa que o governo não cumpriu as primeiras recomendações. Todavia, perante a urgência de sossegar os portugueses e, em especial, os Terceirenses, perante a especulação de notícias internacionais que atentam contra a Ilha Terceira, perante a urgência em esclarecer várias dúvidas associadas à contaminação, perante tudo isto, o governo falta a este debate. Simplesmente está a dizer que não tem nada a ver com isto. Um assustador desinteresse”. No entender de António Ventura, o governo teria de estar no Parlamento, neste momento, na frente dos deputados, a dizer quando se iniciam os trabalhos de uma descontaminação total. “O Governo, com esta atitude de “fuga”, está a incrementar o alarmismo e a criar mais especulação sobre a contaminação. Só existe uma maneira de acabar com as notícias especulativas e alarmismo, é fazer o que não foi feito até agora: descontaminar totalmente. Verificamos que continua a irresponsabilidade e a negligência para com os Açorianos”. Além da descontaminação, o social-democrata considera que é também preciso que uma entidade internacional faça um novo estudo e acompanhe o processo, pois o LNEC, no dito relatório confidencial aconselha a não descontaminar determinadas áreas até saber que uso dar a elas. A terminar, e perante a ausência do governo, António Ventura frisou que compete ao PS a responsabilidade de dizer quando se iniciam os trabalhos para uma descontaminação total. “Terá de ser o PS a apresentar o plano, o calendário e os montantes. Hoje, aqui e sem demoras. Se não o fizer será diretamente, em comunhão com o Governo, o grande responsável por tudo que de negativo ocorrer à economia da Ilha Terceira e dos Açores. Não é preciso mais palavras, mais publicidade ou mais debates, só é preciso ação, só é preciso descontaminar”, concluiu.
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