Susana Lamas acusa o PCP de continuar com o mesmo discurso de há décadas, defendendo a retoma de legislação que está obsoleta e ignorando que o mundo mudou e que o paradigma do mercado laboral já não é o mesmo. Num debate sobre Legislação Laboral, em que os comunistas pretendiam reverter a legislação em vigor, a deputada considerou que o que o Parlamento devia estar a fazer era “preparar o futuro do mundo laboral, da nova realidade do trabalho, dos novos desafios que se avizinham. Mas não é isso que está aqui a acontecer, não é isso que a Esquerda nos propõe. O Partido Comunista insiste em reverter reformas, insiste em permanecer no passado”. Perante esta intenção, a deputada declara que importa saber o que é que o PS vai fazer. “É preciso saber o que pretende afinal o PS. Por um lado, o Ministro Vieira da Silva já veio dizer que rejeita alterações profundas à lei laboral. Mas por outro lado, também já deu aval a alterações da legislação, propostas pelos vossos parceiros de coligação, sem ouvir e em total desrespeito pela concertação social. E agora, vão ceder à pressão da esquerda e da CGTP, que insistem na revogação das leis laborais? Que preferem a luta na rua ao diálogo e ao compromisso na concertação social? O PS vai arriscar a criação de um ambiente crispado, com menos consenso social e, portanto, menos propício ao desenvolvimento da atividade económica? Senhores deputados do PS, os maiores problemas são a incerteza e a falta de clareza que os empregadores e os trabalhadores enfrentam. E, portanto, estes querem saber o que de facto vai mudar na legislação laboral”. No que respeita à posição do PSD, a parlamentar frisou que para os sociais-democratas “o caminho a seguir é o da continuidade, do progresso, e não o das reversões. O caminho a seguir é o do diálogo com os empregadores, com os trabalhadores, com os parceiros sociais para que, numa lógica de compromisso, se efetuem as alterações necessárias”. A terminar, Susana Lamas afirmou que “temos que decidir se queremos ou não uma sociedade mais democrática, dialogante, mais livre, mais tolerante e com paz social. O PSD sempre soube qual o seu caminho. Importa agora perceber qual o caminho que o PS quer seguir”, rematou.
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