Sandra Pereira considera que o debate sobre a Legislação Laboral, agendado pelo PCP, é um ensaio preparatório dos comunistas para as suas celebrações de Abril e de Maio. Segundo a deputada, “nesta altura do ano o PCP inicia um processo de metamorfose em que de parceiro do Governo passa a porta-voz da CGTP. Primeiro são os cartazes na rua, depois são os debates aqui no Parlamento, depois vem o 25 de Abril e o Dia do Trabalhador com manifestações por todo o país e logo a seguir regressam ao governo e votam ao lado do Governo, contradizendo tudo o que andaram a dizer na rua”. Dirigindo-se à bancada comunista, a deputada manifestou a sua compreensão relativamente à “inquietação” do PCP. “É a inquietação de quem, ora está a votar Orçamentos ao lado do governo, ora está lá fora com cartazes a exigir a reversão da Lei laboral. É a inquietação de quem é vítima do jogo de faz de conta deste governo. Sempre que a CGTP quer falar mais alto o PCP transforma-se no seu microfone, mas não passa disso porque os senhores não conseguem fazer valer nas negociações aquilo que apregoam na rua”. De seguida, Sandra Pereira sublinhou que “o PCP cristalizou-se e parou no tempo”. “Continua a dizer a mesma lengalenga há 50 anos, recusando perceber que os mecanismos de segurança no trabalho são outros e recusando perceber que os desafios do mundo do trabalho são novos e são diferentes. A revolução tecnológica, as novas formas de trabalho, os robots inteligentes, tudo está em desenvolvimento no mundo do trabalho. E o que tem o PCP a dizer-nos sobre isto? Nada”, responde a parlamentar. A terminar, Sandra Pereira questionou à bancada comunista “quando é que o PCP vai ser deixar de ser um partido birra, amadurece e se liberta do protesto”.
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