Regina Bastos defendeu, esta sexta-feira, haver “ainda muitos desafios por cumprir” no caminho da igualdade de género. Intervindo no plenário da Assembleia da República ao assinalar o Dia Internacional da Mulher, a parlamentar social-democrata não deixou de notar que “muitos progressos” têm sido alcançados. “Comemorar o Dia Internacional da Mulher é lembrar que muitos progressos têm sido feitos na conquista pela igualdade de direitos entre mulheres e homens. É lembrar, também, que apesar desses enormes progressos, há, ainda, um longo caminho a percorrer”, enfatizou Regina Bastos na sua intervenção, manifestando a honra daquela bancada pelas “medidas adotadas ao longo destes anos pelos governos do PSD e em particular pelos governos do PSD/CDS”. Regina Bastos colocou ênfase naquilo a que apelidou de “desafios por cumprir”, começando pela desigualdade salarial, recordando que “as mulheres portuguesas ganham menos 17,9 por cento do que os homens, trabalham de graça 79 dias por ano, no que é uma situação insustentável, que não honra nem dignifica a nossa sociedade”. Lembrando que “Portugal está, ainda, muito longe da média europeia” no que toca à representação das mulheres em órgãos de decisão de empresas, em cargos de chefia, a deputada aveirense preconizou que os governos “têm obrigação de ter em conta a disparidade de homens e mulheres nas pensões”. Para Regina Bastos, “as mulheres ganham menos do que os homens ao longo da sua vida ativa, as mulheres empregadas, em especial as mães, são particularmente prejudicadas e isto tem consequências – menos rendimento laboral, pensão de reforma mais reduzida, mais risco de pobreza e exclusão social do que os homens da mesma idade”. Para a deputada do PSD “a igualdade de género na nossa sociedade impõe que não ignoremos os fenómenos da violência doméstica e lamentemos profundamente as mortes e agressões de mulheres às mãos dos seus companheiros, maridos e namorados”. “Celebrar este dia é confiar que todos, mulheres, homens, governos, empregadores e sociedade não vão esmorecer no propósito de acabar com as desigualdades entre mulheres e homens, porque só assim podemos alcançar uma comunidade justa” – vincou Regina Bastos, concluindo que assinalar a data “é ter presente que os direitos humanos são direitos básicos de todos os seres humanos, sejam mulheres ou homens”.
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