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As novas gerações não aceitam as decisões políticas como um concurso de popularidade imediatista
Joana Barata Lopes lamenta que a esquerda continue a encarar o progresso digital e a inovação como um problema.
“Vivemos o tempo da rapidez do digital e da voracidade do imediatismo. Esta voracidade e inovação constantes modelam as nossas vidas, a vida de todas as gerações. Mas a cada nova geração deste país, esta inovação e voracidade já não requererão adaptação, será a realidade que sempre conheceram. Também no exercício político, há aqueles que se aprimoram em aproveitar o mediato do imediatismo. Os que vão mais longe e adaptam não só a comunicação mas as próprias políticas. É a estratégia das “políticas do cool”, como se a responsabilidade da ação política pudesse ser medida em likes ou visualizações. Desenganem-se os que a praticam, os jovens que vivem a voracidade do digital têm toda a capacidade para perceber para além dela”. Estas foram as palavras iniciais de Joana Barata Lopes no debate, agendado pelo PSD, para debater a Economia e o Emprego.
De seguida, a deputada referiu que as novas gerações não aceitam as decisões políticas como um concurso de popularidade imediatista. “Pelo contrário, o que nos exigem é que tenhamos a capacidade e a coragem de fazer escolhas. Que lhes permitam um país capaz de estar a par dessa voracidade e lhes dê as ferramentas para a acompanhar”. A este propósito, a parlamentar dirigiu-se às bancadas da esquerda para garantir que “o PSD nunca aceitará uma visão que desincentiva a cultura do mérito. Nós queremos sim que os nossos jovens tenham as ferramentas necessárias para competir porque acreditamos neles. Sabemos que são tão bons ou melhores do que qualquer competição global, e não a tememos. E o que tem este governo e esta maioria para dizer aos jovens sobre o mercado de trabalho que os espera?
Dirão: o desemprego jovem baixa, tudo vai bem. É cool. Que seriedade é não perceber que visão de futuro é perguntar porque é que estamos a distanciar-nos da média europeia? E sobre a realidade que nos faz adivinhar que daqui a apenas uma década, estaremos a exercer profissões que hoje ainda nem conhecemos? É cool bradar pela rigidez laboral porque é cómodo, imediatista e falacioso. É a política de quem finge que esse problema não existe e altera constantemente as regras para uma salvação que não é possível e em que cada alteração faz cair todo o esforço nas novas gerações”.
Manifestando-se contra a atual solução governativa, baseada numa falsa solução imediata que não preparar o futuro, Joana Barata Lopes defendeu uma cultura de superação, em que a concorrência das máquinas não é temida, mas que passa por garantir que os nossos jovens são aqueles que construirão as melhores máquinas. “Os senhores continuam a encarar o progresso digital, a inovação e reinvenção do mundo como um problema. Porque pensar o futuro é um problema para os que não têm coragem de pôr os interesses dos portugueses à frente dos seus interesses partidários”.
A terminar, Joana Barata Lopes apelou a que os imediatistas não faltem à verdade apenas porque esta é difícil ou porque dá menos votos. “Que fique claro: é dessa grandeza que não abdicamos”, concluiu a deputada.

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