O Parlamento apreciou, esta quinta-feira, uma iniciativa das esquerdas-radicais que visava a rescisão do contrato de concessão dos CTT. Paulo Rios de Oliveira, em nome do PSD, começou por afirmar que este é um debate que está inquinado por mentiras e contradições. “Primeira mentira: está a ocorrer uma grave violação do contrato de concessão de serviço postal. Isso não é verdade. Segunda: não há densidade da rede postal e oferta mínima de serviço. Existe um órgão de supervisão independente, chamada ANACOM, que desmente esta versão. Terceira mentira: incumprimento dos parâmetros de serviço. A ANACOM disse não, que os CTT estão a cumprir os parâmetros”. Esgotadas as mentiras, o social-democrata centrou-se na verdade desta empresa. Segundo o deputado, os Correios de Portugal foram, durante dezenas e dezenas de anos, o nosso Facebook, a nossa rede social. “Mas o mundo mudou, entrámos na via digital, na internet e nos telemóveis. Se tivermos em conta que a densidade do serviço postal endereçado diminuiu nos últimos 15 anos para menos de metade, temos de perceber que os CTT enfrentam hoje grandes dificuldades e grandes desafios”. Recordando que foi recentemente apresentado um plano de restruturação dos CTT, o deputado manifestou a estranheza de ver já o PCP, o BE e o PEV querem fazer uma “espécie de sentença sem julgamento”, transformando os CTT numa Autoeuropa, “num exercício altamente irresponsável de luta política”. A terminar, Paulo Rios de Oliveira afirmou que espera do PS “coerência, respeito pela verdade e sentido de responsabilidade”.
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