Miguel Santos colocou em evidência o enorme “cinismo político” dos comunistas, durante a Interpelação ao Governo sobre “política geral centrada nas necessidades de investimento nos serviços públicos, nomeadamente nos setores da Saúde, Educação, Transportes e Comunicações”. Dirigindo-se à bancada do PCP, o Vice-Presidente da bancada do PSD recordou que os comunistas fizeram um acordo de governação onde o PCP “estabeleceu os princípios que entendeu. Neste momento, passado este período, o senhor traz um role de reivindicações, uma lista de protestos sobre várias matérias que o senhor gostava que estivessem a acontecer mas não estão. A pergunta que deixo é: regressando o PCP à figura do protesto, a quem é que o senhor dirige o seu protesto e as suas reivindicações”, questionou. De seguida, o parlamentar lembrou que durante um ano e meio o PCP não se ouviu nessa fórmula, antes pelo contrário, “aquilo que assistimos foi ao elogio mútuo nos debates quinzenais com o Primeiro-Ministro sobre temas mais ou menos combinados”. Sublinhando que agora são indisfarçáveis os problemas que o país atravessa, Miguel Santos deu o exemplo do que se passa no setor da saúde: “faltam médicos, não há concursos para psicólogos, faltam enfermeiros, faltam técnicos de diagnóstico e terapêutica, não há as UFS novas que eram previsíveis, faltam equipamentos, as listas de espera de cirurgias e de consultas aumentam, falta resposta do INEM, falta resposta nas urgências hospitalares, os concursos que o senhor Ministro continuamente promete não são abertos, as PPP são renovadas e a dívida total do SNS a fornecedores externos aumentou 37,1%. Em matéria de investimento, o investimento no SNS entre 2015 e 2017 caiu 27,5%”. Face a este cenário, Miguel Santos sentenciou que “agora que os problemas se agigantam o PC e o BE não assumem qualquer responsabilidade. Apresentam-se com a denúncia, como se não fosse nada da sua responsabilidade. É um enorme cinismo político. O PC e o BE apoiam este governo, apoiam esta política e este governo só existe porque o PC e o BE o viabilizam”, frisou.
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