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| Educação: resultados demonstram que os alunos não foram prejudicados pela exigência introduzida |
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| A deputada Germana Rocha recorreu aos resultados de vários estudos para justificar a sua afirmação. |
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Na Interpelação ao Governo sobre Políticas de Educação, Germana Rocha começou por recordar que os recentes dados do indicador Percurso Direto de Sucesso no 3º ciclo e Secundário em 2017, refletem os resultados dos alunos que entraram para o 7º ou 9º ano em 2014/2015, mostrando a percentagem de alunos que não tiveram retenções nos anos de escolaridade antecedentes e que obtiveram também classificação positiva nas duas provas nacionais do 9º ano e exames do secundário em 2016/2017. Esse indicador, refere a deputada, dá conta de uma melhoria de desempenhos desses mesmos jovens, o que demonstra que estes alunos que realizaram provas finais do 6º ano e que tiveram positiva nos exames nacionais, em nada foram prejudicados pela exigência introduzida e o enfoque no conhecimento. Além desse indicador, recorda a parlamentar, também os estudos em torno dos melhores resultados de sempre dos alunos Portugueses no PISA “mostram que a melhoria dos conhecimentos efetivamente adquiridos se traduziu numa maior capacidade de mobilização dos conhecimentos na matemática, leitura e ciências para resolver problemas do dia-a-dia, revelando-se um precursor indispensável para o desenvolvimento das chamadas Competências”. A terminar, Germana Rocha recordou que questionado se haveria algum plano ou reforço de meios específicos de intervenção nas 500 escolas já identificadas onde a questão dos problemas da leitura como percursor do Insucesso Escolar se verifica com maior acutilância, o Secretário de Estado respondeu que seria no âmbito do Programa de Sucesso Escolar que a intervenção seria feita através da equipa do Programa aquando das visitas a efetuar a essas escolas para analisar os resultados e identificar estratégias. Face a esta declaração do governante, a deputada enfatizou que impõe-se que este Plano não sirva de “uma cortina de fumo” ao executivo, tratando-se de mais um caso de “muita parra e pouca uva”.
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