Cristóvão Simão Ribeiro frisou que o PSD não tem nenhuma espécie de visão retrógrada ou dogmática em relação à utilização da canábis para fins terapêuticos. No debate de iniciativas sobre esta matéria, o social-democrata enfatizou que o “PSD não é contra a utilização da canábis para fins terapêuticos”, enfatizando contudo que o PSD não confunde a utilização da canábis para fins recreativos, com a sua utilização para fins terapêuticos. De seguida, o parlamentar destingiu as iniciativas do BE e do PAN, que defendem a legalização da canábis para consumo e o seu cultivo, do Projeto de Resolução do PCP que é “mais aviado e sensato” e que recomenda ao Governo que faça uma análise da utilização da canábis naquilo que tem a ver com a saúde pública. Centrando-se nas duas primeiras iniciativas, o deputado reconheceu que elas determinam que a obtenção da canábis seja feita com base em prescrição médica, mas omitem a penalização aos que a possam ceder a terceiros. “Por outro lado, trata-se de uma matéria que parece ser tratada de uma forma ligeira, porque esquece-se, muitas vezes, dos potenciais perigos que uma substância como a canábis possa ter para a saúde pública, nomeadamente no que diz respeito a doenças mentais, quando utilizada de forma continuada. Aquilo que dizemos é que, no mínimo, há uma necessidade de aprofundar técnica e cientificamente a utilização desta substância”, referiu o deputado. Reafirmando que o PSD não é contra a utilização da canábis para fins terapêuticos, Cristóvão Simão Ribeiro afirmou que essa utilização deve ser inserida no contexto da política do medicamento prosseguida pelo Estado Português, designadamente por via do INFARMED.
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