O Parlamento analisou, esta sexta-feira, duas iniciativas referentes ao regime de recrutamento e mobilidade do pessoal docente dos ensinos básico e secundário. Em nome do PSD, Nilza de Sena começou por recordar que estas são matérias que hoje voltam a estar em discussão na ronda negocial junto do Ministério da Educação. “Negociação essa que foi apoiada e recomendada por todos os partidos e que além das questões da carreira e da contagem do tempo de serviço que o PS congelou, esteve também na origem das alterações deste regime de recrutamento e mobilidade dos docentes introduzidas por este governo e que a esquerda muito aplaudiu. Afinal, em poucos meses verificamos que estes partidos criticam aquilo que há pouco tempo apoiaram”. Segundo a deputada, depois de um concurso de mobilidade interna desastroso, feito num total desrespeito pelos professores e no qual este governo desterrou centenas de docentes do quadro para longe de casa, sem aviso prévio sobre a alteração não das regras, os partidos parceiros do governo procuram agora emendar a mão. “Mas não se percebe bem como. Aliás, são matérias que o governo, depois de negar, acabou por reconhecer o erro, mas de uma forma prepotente manter tudo numa escandalosa interpretação e sem uma solução à vista”. Face a este cenário, Nilza de Sena é perentória a afirmar que estamos perante uma “cortina de fumo. PCP e BE acordam de manhã no governo e indignam-se à tarde no Plenário. Isto é atirar areia para os olhos dos professores, é enganá-los”.
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