O PSD considera que os trabalhadores devem voltar a ter a liberdade de escolha que foi revogada no Orçamento de Estado para 2018, que lhes permitia optar pelo recebimento do subsídio de Natal e do subsídio de férias em duodécimos. Num debate sobre uma iniciativa neste sentido, Pedro Roque frisou que trata-se de permitir ao trabalhador que possa escolher, de acordo com o seu livre arbítrio, se entende receber esse valor, por inteiro, antes do gozo das férias e no mês de Natal ou se, pelo contrário, acha preferível majorar o salário mensal com os duodécimos desses dois salários adicionais ou, ainda, um misto em que, ao mesmo tempo, majora o salário mensal e recebe metade dos subsídios nos prazos estipulados. “A uns convirá mais de um destes modos a outros, um dos dois restantes. Essa é uma decisão que apenas a si, trabalhador e a mais ninguém, dirá respeito já que se trata do direito à retribuição pelo seu trabalho”, frisou o social-democrata. Dirigindo-se às bancadas da esquerda, o deputado reconheceu que “há uma fronteira ideológica que, neste Parlamento, separa aqueles que entendem que os trabalhadores são cidadãos de pleno direito, que possuem a capacidade de dispor do rendimento do seu trabalho da forma como entenderem, assim se constituindo como indivíduos, e os que, ao invés, entendem que estes constituem uma classe cuja principal missão é a de lutar contra o capital constituindo-se assim num coletivo anódino e manipulável em função dos interesses dos diretivos partidários que comandam essa luta”. Contudo, adianta Pedro Roque, se não surpreende a posição dos partidos da esquerda radical, a novidade está no facto de o PS estar agora “ideologicamente capturado pelos parceiros da geringonça em matéria laboral. É que, nesta barganha árdua de gerir o apoio parlamentar dos comunistas, o PS claudicou neste tema preferindo, uma vez mais em matéria laboral, alinhar do lado daqueles que menorizam a capacidade de escolha do trabalhador”, concluiu.
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