Maurício Marques afirmou que desde o início da chamada reforma florestal que o PSD tem vindo a tentar minorar os danos que a estratégia implementada já teve e vai continuar a ter na floresta portuguesa e nos incêndios florestais. Segundo o deputado, depois dos grandes incêndios de 2016, reconhecendo a sua incapacidade no combate aos fogos, o governo apelou ao consenso e solicitou contributos dos diversos partidos e agentes do setor. Contudo, refere o deputado, “quando ouvimos os representantes dos proprietários florestais, e demais entidades que trabalham a floresta, ficámos a saber que os seus contributos foram ignorados nos diplomas já aprovados. Também as propostas da oposição foram rejeitadas, esquecidas e muitas vezes adiadas de forma grosseira. O governo e a maioria que o suporta não precisa de contributos, tudo sabe, tudo conhece no mundo rural”. Depois de uma catástrofe anunciada, com as consequências conhecidas, que todos lamentamos, o social-democrata recordou que os partidos da maioria de esquerda foram a correr para as zonas afetadas tentar limpar as suas responsabilidades. “Espera-se, agora, que governo e maioria que o suporta estejam disponíveis para ouvir os apelos que lhe vão chegando dos mais diversos setores. Espera-se, agora, que o governo e a maioria que o suporta estejam disponíveis para acolher as nossas propostas, coisa que não tem acontecido nesta legislatura. Depois de tantas vítimas, de tamanha calamidade, espera-se, agora, que o governo pare, escute e olhe”, apelou o parlamentar. “Pare de fazer asneiras, como aquelas que fez no combate. Pare de menosprezar o papel dos bombeiros voluntários. Pare de nomear responsáveis para a proteção civil, apenas pelas suas cores partidárias. Escute os proprietários e o setor. Escute os partidos da oposição. Escute os autarcas. Escute aqueles que podem contribuir para uma floresta mais amiga do homem. Escute aqueles valorizam a floresta e a conseguem rentabilizar. Escute aqueles que podem acrescentar valor à floresta, aqueles que dela cuidam e que podem contribuir para uma melhor prevenção florestal. Olhe para as vítimas, prestando-lhe o apoio que lhe é devido, minimizando o seu sofrimento. Olhe para aqueles que sofrem na pele os acontecimentos recentes. Olhe para a reflorestação que prometeram apoiar”. Além disso, concluiu o deputado, espera-se que o governo “olhe também para o futuro imediato, para as chuvas que hão-de vir, para as enxurradas de cinza, para contaminação das linhas de água. Mas olhe também para as inundações que inevitavelmente vão ocorrer”.
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