“A crítica popular de que os políticos só se preocupam com o imediato e com os seus interesses eleitorais assenta que nem uma luva a vossas excelências e a este Orçamento do Estado. A preocupação com o futuro do país, de facto nunca foi apanágio do PS. A dívida que cabia a cada português há 25 anos era de 3.600€. Hoje, passados 25 anos e 5 governos socialistas, é de perto de 24 mil euros. É factual: o PS castiga consecutivamente as novas gerações com mais dívida e mais impostos”. Foi com estas palavras que Simão Ribeiro iniciou a sua intervenção, esta sexta-feira, no debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2018. De seguida, o parlamentar recordou hoje que um português passa mais de metade do ano a levantar-se e a ir trabalhar para pagar impostos para o governo escolher aumentar a despesa estrutural, aumentando, ainda mais, o peso do Estado sobre os trabalhadores e sobre quem cria emprego. “Podemos falar do capítulo das cativações, em que durante estes anos assistimos a um autêntico rasgar de vestes por parte da esquerda portuguesa e agora, pelo terceiro orçamento consecutivo, baixam os olhos. E baixam-nos porque sabem que estão a ser coniventes com ataques à qualidade do serviço público na saúde, na educação, na administração interna, na defesa e em todo o funcionamento quotidiano do Estado”. No que respeita aos jovens, o líder da JSD frisou que este Orçamento não resolve os problemas dos jovens portugueses que procuram emprego em Portugal, porque não incentiva a iniciativa privada, antes a castiga com impostos adicionais. “O Orçamento que não resolve os problemas dos jovens portugueses que procuram uma habitação condigna nos centros urbanos. Não apresentam nenhuma solução estrutural que auxilie o arrendamento de habitação por parte dos jovens que, legitimamente, ambicionam emancipar-se. Um Orçamento que, no ensino superior, quando as universidades ainda não receberam este ano os reforços para reposição de carreiras, para o aumento do subsídio de refeição e para o aumento do salário mínimo, os senhores anunciam um putativo aumento”. A terminar, Simão Ribeiro declarou que este é o Orçamento das fake news. “Parece que vai melhorar a vida dos portugueses, mas não melhora. Os impostos indiretos aumentam, os impostos sobre trabalhadores independentes aumentam, as cativações mantêm-se, as dificuldades para as próximas gerações aumentam. Contudo, para este governo, parece que vivemos no país das maravilhas”.
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