“Não podemos ficar indiferentes à situação daquele trabalhador que, ainda de madrugada, faça chuva ou faça sol, saí de casa para o exercício de funções, para que, ao amanhecer, as nossas aldeias, vilas e cidades se apresentem limpas e asseadas”. Foi com estas palavras que Carla Barros iniciou a sua intervenção, esta quinta-feira, no debate de duas iniciativas do PCP referentes ao regime de atribuição e montantes dos acréscimos em suplementos e outras compensações que se fundamentem na prestação de trabalho em condições de risco, penosidade e insalubridade. Sublinhando as divergências do PSD com as iniciativas dos comunistas, a deputada referiu que estas propostas vão criar fortes injustiças e desigualdades entre os trabalhadores, realçando ainda mais o fosso que há entre trabalhadores do privado e do público. Frisando que o PSD não está disponível para agravar estas injustiças, a parlamentar alertou ainda para os impactos orçamentais destas propostas. “O PCP e BE têm apresentado iniciativas que não têm qualquer rigor nem seriedade na questão das contas que apresentam ao país. E estranho perceber que o próprio PS, quando já passam dois anos de governação, ainda não introduziu uma espécie de «lei travão» no BE e no PCP, nestas matérias nas quais não temos garantia nenhuma cujos direitos que são atribuídos hoje aos trabalhadores possam ser garantidos no futuro”, preveniu a social-democrata. A terminar, Carla Barros deixou o apelo ao governo para que, enquanto entidade patronal destes trabalhadores, possa vigiar e dar maior atenção a estas matérias da higiene, segurança e saúde no trabalho.
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