Pedro Alves, deputado eleito pelo distrito de Viseu, recordou ao Primeiro-Ministro que neste verão arderam mais de 200 mil hectares de floresta e morreram 20 pessoas naquele distrito. Sublinhando que em causa não estão estatísticas, “mas sim vidas humanas que se perderam”, o social-democrata criticou as declarações de António Costa que, numa atitude de “cruel insensatez”, afirmou que estas situações se vão repetir no futuro. Mostrando-se “perplexo, apreensivo e revoltado” com esta postura do governante, o social-democrata referiu que por analogia depreendeu que “já em Pedrógão Grande o senhor tinha a exata consciência que uma situação destas se viria a repetir. Na verdade repetiu e vossa excelência, por omissão e teimosia, consentiu. Nada fez para a evitar”. No debate da Moção de Censura motivada pelas falhas do governo nos Incêndios Trágicos de 2017, Pedro Alves recordou que a Ministra da Administração Interna “implorou insistentemente para sair” e o Primeiro-Ministro “teimosamente manteve a Ministra em funções sem condições políticas, sem motivação pessoal e totalmente descontrolada”. “Qual a razão dessa insistência”, questionou o parlamentar.
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