
Os deputados do PSD eleitos pelo círculo de Aveiro visitaram, esta segunda-feira, as regiões do distrito mais afetadas pelos incêndios devastadores da semana passada. Levaram consigo um levantamento dos estragos causados nos concelhos de Castelo de Paiva, Arouca e Vagos, prometendo fazer chegar a quem de direito a importância de uma solução rápida para o drama social que as chamas deixaram para trás.
Em ambos os concelhos, não foi afetada apenas a área florestal, porque há habitações e um número assinalável de unidades industriais consumidas pelas chamas, num drama que se estendeu a outras regiões, como Oliveira do Bairro, Mealhada, Ílhavo e Aveiro. Os parlamentares social-democratas ouviram, por isso, apelos no sentido de haver uma reparação rápida e expedita dos danos, sobretudo na defesa da Economia e, por via dela, dos empregos.
“Felizmente não há vítimas mortais a lamentar, mas ficou claro que a capacidade de resposta revelou-se insuficiente, mesmo considerando que estivemos perante um fenómeno invulgar” –comentou o deputado Luís Montenegro, no rescaldo da visita aos três concelhos mais afetados. Para o parlamentar, que já tinha chefiado uma delegação do partido que se tinha reunido com o comandante do CODIS distrital, “o que aconteceu há meses deveria ter ensinado algo, mas, infelizmente, isso não se verificou”.

“Há quatro meses, instamos o governo a acionar mecanismos de reparação e indemnização imediatos. Hoje, mais do que nunca, é imperioso acolher o drama social destas pessoas que estão sem trabalho e dos empresários sem possibilidade de satisfazer as encomendas” – notou Luís Montenegro, repetindo que “é importante resolver os problemas estruturais, mas não descurar os imediatos”.
Luís Montenegro enfatizou que o grupo de deputados de Aveiro do PSD “veio dar uma palavra de solidariedade e manifestar a disponibilidade para contribuir no sentido de que a ajuda chegue o mais rapidamente possível, para fazer face ao impacte social medonho”.
O deputado aveirense garantiu que o seu grupo parlamentar vai fazer o seu “papel, sabendo que é o governo quem tem o poder para resolver o problema”.