Questionando o ministro da Agricultura em sede de comissão parlamentar, a deputada Carla Barros começou por informar que “no último fim-de-semana de Fevereiro, chuva e ventos fortes provocaram prejuízos de mais de 10 milhões de euros entre os agricultores da região entre Douro e Minho, devido à destruição de estufas e culturas”.
A deputada referiu ter-se deslocado ao local, concretamente à freguesia de Aguçadoura, na Póvoa de Varzim, no dia 2 de Março - um dia após a visita do próprio ministro - tendo constatado que para "além da vaga de destruição", o ministro deixou uma “enorme onda de optimismo” entre os agricultores.
Em sede de comissão parlamentar, a deputada referiu que a visita que fez permitiu verificar "in loco" a necessidade que estes horticultores têm em "obter apoios", tal como os agricultores do Oeste” que foram afectados pelo mau tempo no final do ano passado.
Carla Barros referiu ainda que três semanas depois da intempérie, regressou ao local, tendo constatado que o pessimismo assola os horticultores afectados, já que “os serviços do Ministério não desenvolveram qualquer acção para ajudar os produtores a reiniciarem a sua actividade”. “Estruturas, plásticos e culturas destruídas continuam a caracterizar as paisagens destas regiões, em que a agricultura é uma actividade económica que ocupa inúmeras famílias em diversos concelhos”, lamentou.
A deputada reconheceu a importância do discurso optimista do Ministro da Agricultura, mas lembrou que é urgente desenvolver uma “acção efectiva em prol das populações”
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