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Contratação coletiva: BE e PCP em competição e PS a tentar “passar entre os pingos da chuva”
Adão Silva apelou ao PS para afirmar se está do lado da concertação social ou da sindicalização deste processo.
No final do debate sobre o código do trabalho e contratação coletiva, Adão Silva acusou os comunistas de estarem obstinados em alterar a legislação laboral que tem tido resultados muito positivos para Portugal. Considerando esta intenção dos comunistas um “absurdo”, o Vice-Presidente da bancada do PSD referiu que os comunistas querem “obstinadamente alterar uma legislação que funciona bem e que traduz numa boa resposta para a grande ambição dos portugueses, que é ver mais emprego, menos desemprego, mais economia e melhor distribuição da riqueza”.
Frisando que o PSD não é contra a alteração da legislação laboral, o deputado acrescentou que os sociais-democratas consideram que essa alteração deve ser motivada por condições muito objetivas, como a criação de emprego. “Por isso é que entendemos que este exercício do PCP é absurdo, que não se entende a não ser por uma obstinação ideológica e sindical”.
Depois de salientar a competição que se verifica entre PCP e BE, Adão Silva afirmou que o PS tenta “passar entre os pingos da chuva” nesta matéria. “O PS tem de se definir. É preciso saber se o PS está com o passado, ou com o futuro. É preciso saber se o PS está com uma legislação laboral onde prevalece o diálogo e o compromisso na concertação social, ou se está com os seus parceiros de coligação numa sindicalização deste processo”.
Lamentando que a questão da produtividade tenha ficado fora do debate, o deputado alertou que a produtividade com o governo do PS caiu, e que ela é “um fator essencial para a dinamização do mercado de trabalho, para a dinamização do emprego, para a criação de riqueza, para a independência do país e para a distribuição da riqueza. O PS não quer saber e o Bloco e o PCP querem apenas fazer trica”.
A terminar, Adão Silva afirmou que o nosso país necessita de leis laborais devidamente negociadas na concertação social.

04-05-2017 Partilhar Recomendar
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