O deputado acusou os comunistas de pretenderem acabar com uma legislação laboral que originou um aumento do emprego.
Adão Silva lembrou ao PCP que a contratação coletiva não é “verbo-de-encher” nem uma “flor de lapela que se põe e tira conforme as circunstâncias e os interesses”. No debate sobre o código do trabalho e contratação coletiva, o Vice-Presidente da bancada do PSD começou por questionar aos comunistas, que consideram estas matéria de elevada importância, o motivo para não a terem colocado como matéria obrigatória e incontornável no acordo de governo que estabeleceram com o PS. Criticando a “lógica revolucionária” dos comunistas, que revela que o PCP está “ao serviço da CGTP”, bem como o repetido menosprezo pela concertação social, o deputado adiantou que este é um debate que não é oportuno. “Temos o emprego a crescer e o desemprego a diminuir desde 2014, também as convenções coletivas têm vindo a aumentar e o número de trabalhadores abrangidos pela contratação coletiva têm vindo a aumentar. Significa isto que as leis laborais contra as quais os senhores tanto batalharam e que o governo anterior corajosamente levou a cabo estão a dar fruto: o emprego cresce, o desemprego diminui e as contratações coletivas estão a crescer”. Face a estes resultados, Adão Silva questionou ao PCP o que os leva a querer mudar estas leis que estão a dar bom resultado.
Rui Cruz lamentou que o governo se tenha resignado e que, em consequência, mais de 2 milhões de portugueses ainda se achem em risco de pobreza ou exclusão social.