“Há 60 anos, nos escombros da II Guerra Mundial, que fez mais de 50 milhões de vítimas, seis países comprometeram-se a manter e consolidar a paz, aproximando os países europeus num projeto comum”. Foi com estas palavras que Regina Basto iniciou a sua intervenção, esta sexta-feira, na sessão evocativa dos 60 anos do Tratado de Roma. Recorda a deputada que primeiro foram as matérias-primas: o carvão e o aço. “Depois, o estreitamento dos laços entre os Estados-Membros permitiu uma ambição política e social e a visão de uma Europa alargada a outros países, fomentando os valores partilhados e a solidariedade entre os povos. Nunca foi pretensão desta construção política, económica e social, apagar as identidades nacionais. Sempre afirmou o respeito pela Liberdade, Democracia, Igualdade, Estado de Direito e pelos Direitos Humanos”. Os resultados alcançados, adianta a social-democrata, são visíveis: o Mercado Comum, com livre circulação de pessoas, bens, capitais e serviços, a Moeda Única, as políticas de ambiente, as políticas de segurança, a proteção dos direitos fundamentais e a igualdade entre homens e mulheres. Quanto a Portugal, Regina Bastos lembra que quando chegou a hora de consolidar a sua frágil democracia e aspirar a maior prosperidade e justiça social para os portugueses, não houve hesitação dos seus decisores políticos. “A adesão à então CEE, em 1986, ajudou a concretizar um modelo democrático centrado na proteção do bem-estar integral dos cidadãos portugueses. Durante os anos da pertença de Portugal à União, PSD, PS e CDS lideraram a afirmação dos valores europeus e da participação no aprofundamento da União”. Contudo, adianta, de entre as forças partidárias que suportam o atual Governo, há aquelas que ainda rejeitam o projeto Europeu, que fazem uma avaliação negativa da nossa participação e que se afastam do diálogo das famílias europeístas para as reformas e mudanças que são necessárias. Reconhecendo que vivem-se hoje tempos complexos na União, a deputada considera que Portugal deve contribuir para uma agenda de unidade e de solidariedade para juntos, fazermos mais e melhor. “Temos de dar as respostas que os cidadãos procuram da Europa. É preciso acabar com o oportunismo político de governos que teimam em culpar a Europa pelos fracassos e exibir como louros nacionais os êxitos de uma Europa Comum. A União precisa de coragem para fazer as reformas de futuro: completar os projetos inacabados, pensar nos mais jovens que estão à margem do mercado de trabalho e procurar soluções para os desempregados de longa duração. Apesar dos movimentos eurocéticos e populistas, a força deste projeto continua presente, 60 anos depois, e com os mesmos valores: a Paz, a Solidariedade e o Progresso Económico e Social. O Partido Social Democrata sabe a Europa que quer: queremos uma Europa mais forte e mais unida”.
|