O Parlamento realizou, esta quarta-feira, o debate, com a participação do Primeiro-Ministro, preparatório do Conselho Europeu. Miguel Morgado, intervindo em nome do PSD, começou por confrontar António Costa com o comunicado do Eurogrupo que “saúda o compromisso do Governo português para as medidas adicionais que serão necessárias”. Dirigindo-se ao Primeiro-Ministro, o Vice-Presidente da bancada do PSD questionou se é possível saber qual é esse compromisso, ou se vai acontecer o mesmo que este ano, em que ficámos a saber o plano B apenas no final do ano. Outro ponto que mereceu a abordagem do social-democrata é o referente às políticas de emprego jovem e às políticas ativas de emprego. “Nós presumimos que o Governo irá defender a extensão do Programa Garantia Jovem e o reforço dessas iniciativas. Mas deixe-me dizer que há muito trabalho que o Governo tem de fazer cá, porque olhando para os dados de outubro do IEFP, nós assistimos a cortes muitíssimo consideráveis nos programas destinados aos trabalhadores mais jovens”. No que respeita a outros temas em análise neste Conselho Europeu, muito concentrado nas questões do aprofundamento da cooperação, da defesa e da segurança externa, Miguel Morgado quis saber se o Governo vai aumentar os gastos com a Defesa e qual a postura a adotar em relação às sanções contra a Rússia. Sobre a matéria das sanções, o Vice da “bancada laranja” alertou para a dicotomia de posições dentro do Governo e pediu ao Primeiro-Ministro para expor qual a posição oficial do Executivo. A terminar, Miguel Morgado questionou António Costa sobre as suas declarações referentes à renegociação da dívida. Acusando o Primeiro-Ministro de colocar “os interesses da coligação à frente dos interesses dos portugueses”, o social-democrata afirmou que o governante “expõe os portugueses a um risco totalmente desnecessário e evitável”.
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