No encerramento do debate sobre o Estado da Nação, Luís Montenegro foi perentório a afirmar que “7 meses depois de este Governo ter tomado posse, o país está pior e a vida das pessoas não está melhor”. Segundo o Presidente do Grupo Parlamentar do PSD, com este Governo “Portugal perdeu confiança, Portugal abrandou o ritmo de crescimento da economia, o investimento está a definhar, Portugal perdeu emprego, Portugal abrandou as exportações, Portugal está mais exposto aos riscos e às incertezas e o PS «syrizou-se»”. Contudo, adianta o social-democrata, o “Tsipras português”, ao contrário do original, nunca ganhou eleições e aliou-se à extrema-esquerda. De seguida, Luís Montenegro afirmou que este Governo, que emanou não da vontade popular, mas da vontade dos parlamentares, tem condições para Governar, adiantando que o facto de a “geringonça” funcionar traz a Portugal um problema maior: as consequências dessa governação. “O problema é que governar não é geringonçar, isso é poucochinho. Governar não é sobreviver, isso é poucochinho. Governar é alterar a situação do país e levar um efeito positivo à vida das pessoas. Governar é ter resultados e não governa bem quem reverte as reformas. Governar não é afugentar os investidores”. Depois de alertar para as divergências entre o Primeiro-Ministro e o Ministro das Finanças em matérias da área financeira, para o complexo ideológico da esquerda-radical nas políticas sociais e para a estatização que a esquerda está a implementar, Luís Montenegro concluiu a sua intervenção afirmando que “o PS não deitou o mura a baixo, o PS saltou o muro para o lado de lá e deve assumir essa responsabilidade e as consequências”.
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