No final do debate do Projeto de Lei do Bloco que visa eliminar a obrigatoriedade de apresentação quinzenal dos desempregados, Carla Barros começou por afirmar que os desempregados esperavam mais deste debate, sobretudo no dia em que o Ministro das Finanças vem dizer que o Governo já admite que o crescimento da economia vai ser mais baixo. Lamentando a ausência de uma coincidência das prioridades que os partidos que apoiam o Governo deveriam ter, a deputada acrescentou que as prioridades da nova maioria de esquerda deviam ir no sentido de criar emprego, baixar o desemprego, aumentar as ofertas de emprego e aumentar a proteção social dos desempregados. “Se para nós isso são prioridades, isso não deixa de ser um problema que os senhores não querem ver e não querem aceitar. Nós temos uma redução da criação de emprego, nós temos um aumento da taxa de desemprego, nós temos uma redução das ofertas de emprego e temos, em relação ao mês homólogo, uma redução da proteção social”. Face a este cenário, Carla Barros considera que “o Governo não pode andar atrás de uma agenda de fim-de-semana do Bloco”. A terminar, a deputada enfatizou que não é justo que num momento como este, em que o Ministro das Finanças dá uma entrevista que deixa o país em pânico, o Parlamento esteja a discutir a 6ª ou 7ª prioridade nas matérias laborais.
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