
A maioria dos clientes das grandes empresas de têxteis-lar do Vale do Ave, na Europa e nos Estados Unidos, exigem que os produtos tenham a etiqueta «made in Portugal», já que os consumidores lhe associam uma imagem de qualidade e inovação, e de responsabilidade social e ambiental.
A constatação foi feita pelos deputados do PSD eleitos pelo círculo eleitoral de Braga, numa visita temática ao setor têxtil, ocorrida no passado dia 2 de maio. A comitiva liderada por Jorge Moreira da Silva, integrava ainda Fernando Negrão, Clara Marques Mendes, Emídio Guerreiro, Jorge Paulo Oliveira e Joel Sá, visitou três empresas têxteis de referência, Mundotêxtil - Indústrias Têxteis, SA. (Vizela), Lameirinho – Indústria Têxtil, SA (Guimarães) e à Riopele (Vila Nova de Famalicão).
Os deputados do PSD enalteceram a perenidade daquelas empresas, resultado da liderança forte de quem tem conduzido os seus destinos, e da capacidade de abandonar o têxtil tradicional, adaptando-o à nova realidade do setor, com apostas fortes na inovação, no design, na diferenciação dos produtos e na investigação, fatores essenciais para o sucesso das exportações num mercado mundial extremamente competitivo. Recorde-se que 2015 foi o melhor ano das exportações têxteis e de vestuário dos últimos doze anos, com um crescimento de 5% face ao ano anterior.
Os critérios que definem uma PME, determinantes para o acesso a programas de apoio europeus aos mais variados níveis, foi uma das matérias que os empresários consideram desajustados à realidade do país e do setor e que carece de correção urgente.
