O Parlamento apreciou, esta sexta-feira, uma Petição e uma iniciativa do PCP que defendiam a alteração das metas curriculares do 1.º Ciclo. Margarida Mano, intervindo em nome do PSD, começou por saudar os peticionários e por esclarecer que as metas curriculares determinam objetivos claros, rigorosos e avaliáveis que auxiliam os professores e fornecem informação a pais e alunos quanto ao que é expectável saber e em cada disciplina e nível. “As metas correspondem a uma tendência curricular internacional, marcante desde o início do presente século, praticado na generalidade dos países europeus. Em Portugal, as metas curriculares foram construídas com a perspetiva do alargamento da escolaridade obrigatória e são únicas para todo o país”. Sublinhando que é muito importante a avaliação das metas, dos alunos, dos professores, das escolas e da educação, a deputada do PSD frisou que estamos permanentemente a ser avaliados, acrescentando que “na educação a avaliação é estruturante do processo de aprendizagem e de formação. Fechado um ciclo de implementação das metas curriculares, é esperado proceder a uma avaliação séria que assegure a melhoria”. A terminar, Margarida Mano afirmou que a suspensão das metas curriculares solicitada pelo PCP seria um erro com consequências diretas imediatas para os alunos, famílias e sistema educativo. “Suspender as metas seria provocar a instabilidade”, enfatizou a parlamentar.
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