Miguel Morgado lamentou, esta quarta-feira, que a primeira intervenção do Ministro das Finanças no Parlamento tenha sido marcada por uma suprema infelicidade. Segundo o Vice-Presidente da bancada do PSD, é admissível que para quem está no conforto de um gabinete do Banco de Portugal que a “saída limpa” seja uma coisa pouca importante, “mas para os milhões de portugueses que foram adversamente afetadas pela bancarrota socialista, eu apostaria que fez muita diferença”. No debate do Programa do Governo, o deputado afirmou que António Costa foi buscar Mário Centeno para utilizar a sua reputação para anular as acusações de radicalismo de que eram alvo. Dirigindo-se ao governante, o parlamentar frisou que “o que nós vemos hoje, ao ler o Programa de Governo, é que não resta nada dos seus contributos próprios. Disso não sobra nada”. Aliado a isso, adianta o deputado, está o facto de várias das medidas agora apresentadas pelo executivo socialista terem sido consideradas pelo Ministro das Finanças, apenas há 2 anos, como negativas para o país. “Aumentos do salário mínimo causam desemprego se o aumento não for superior à produtividade do trabalhador. Há um efeito negativo do aumento do salário mínimo na variação salarial dos trabalhadores que têm uma remuneração imediatamente acima. Os mais prejudicados são os trabalhadores com baixos salários”, dizia o Ministro das Finanças do Governo que agora pretende fazer exatamente o contrário. Esta postura, conclui Miguel Morgado, mina a credibilidade do Ministro das Finanças.
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