No debate sobre o Estado da Nação, Luís Montenegro confrontou o Primeiro-Ministro com a realidade portuguesa de 2015, que é uma realidade muito diferente da encontrada por este Governo em 2011. Sublinhando que tivemos um Governo e maioria com firmeza estratégica e com sentido de responsabilidade, o líder parlamentar do PSD recordou que em 2011 tínhamos a troika em Portugal, em 2015 não temos. “Em 2011 estávamos a entrar em recessão económica, em 2015 vamos no segundo ano com crescimento da nossa economia. Em 2011 tínhamos tido 6 anos seguidos de aumento do desemprego, felizmente em 2015 estamos há mais de 2 anos com um desemprego alto mas a baixar de forma consistente. Quando estrámos em 2011 tínhamos um défice público superior a 10%, quando entrarmos em 2016 vamos ter um défice inferior a 3%, o mais baixo desde o 25 de abril. É isto, a realidade da qual não podemos fugir num debate sobre o Estado da Nação”.Referindo-se às bancadas da oposição, o social-democrata recordou que nestes anos houve em Portugal quem tivesse dito que as metas que nos propusemos não podiam ser alcançadas, que devíamos ter pedido mais tempo e mais dinheiro. “Esses foram os mesmos que quiseram dizer ao país que íamos ter necessidade de um segundo resgate, que a nossa economia iria entrar numa espiral recessiva. Esses também estão em julgamento hoje. Os partidos da oposição falharam redondamente todas as suas profecias para Portugal”. Numa referência à situação grega, Luís Montenegro acrescentou que acaso a oposição não tivesse falhado, talvez tivéssemos os bancos fechados, as pessoas em fila no multibanco para acederem às suas poupanças, mas essa não é a realidade portuguesa.
A terminar, o líder da “bancada laranja” desafiou os deputados da oposição a encontrarem uma única declaração dos principais políticos internacionais, mesmo das suas áreas políticas, que não seja de saudação do caminho seguido por este Governo nos últimos anos. “Infelizmente, para desdenhar da capacidade dos portugueses nós só temos de olhar e ver os políticos em Portugal. Mas não são os políticos todos, são os políticos da descrença, do derrotismo, do pessimismo, são os Velhos do Restelo que vão continuar a olhar para a história e não vão compreender a transformação que Portugal encetou nos últimos anos e que está e se vai refletir na vida quotidiana de muitos portugueses”. |