No debate do Orçamento do Estado para 2015 e no seguimento de uma intervenção da bancada do PS, Adão Silva acusou o deputado e antigo Ministro do Governo socialista de procurar fazer do passado uma espécie de papel em branco. Recordando parte desse passado, o Vice-Presidente da bancada do PSD lembrou que no PEC II estavam definidos tetos e diminuição de despesa e que, em matéria do rendimento social de inserção, previa-se uma queda de 150 milhões de euros.
De seguida, o social-democrata lamentou que por parte do PS não exista uma única proposta alternativa. “Foi papel em branco no passado e queria um cheque em branco no futuro. Não traz uma proposta, uma ideia alternativa. O vosso propósito é criticar, mas os portugueses querem saber mais”.
A terminar, Adão Silva declarou que este Orçamento testa a coerência. Dirigindo-se ao ex-Ministro Vieira da Silva, com o intuito de atestar a coerência do socialista, o social-democrata lembrou que “o senhor era Ministro e quando sentado na reunião do Conselho de Ministros e se decidiu que Orçamento para 2011 traria o congelamento das pensões mínimas, o senhor não protestou, não contestou? Quando cortaram salários, quando congelaram o aumento do salário mínimo o senhor não tugiu nem mugiu?” |