No final do debate sobre o orçamento retificativo, Virgílio Macedo realçou que este orçamento vai de encontro às exigências do acórdão do Tribunal Constitucional do passado mês de Maio, as quais tiveram um impacto significativo ao nível do incremento da despesa pública, estimado em cerca de 0,5% do PIB. Além disso, este também é um documento que além de garantir a meta do deficit público em 4% para 2014, reflete os novos dados e perspetivas para a economia portuguesa, nomeadamente, prevê um crescimento económico de 1% no ano de 2014, quando o OE inicial para o ano de 2014, estimava em 0,8%, e revê ainda, em baixa, a taxa de desemprego, fixando-a em 14,2%, quando o previsto inicialmente era de 17,7%. Contudo, refere o social-democrata, a notícia mais relevante para os portugueses é que consegue-se manter a meta do deficit público, através da revisão os tetos orçamentais da despesa, não havendo necessidade de efetuar qualquer aumento de impostos adicional. “Ou seja, fica provado que, como sempre foi dito, este Governo é, sempre foi, e será ideologicamente contra o aumento de impostos. Como sempre foi afirmado, o aumento de impostos é, e será sempre a última e derradeira medida de consolidação orçamental a implementar pelo Governo, e só depois de esgotadas todas outras possibilidades. Para que todos os partidos de oposição ouçam, repito: este orçamento retificativo garante que Portugal vai cumprir as metas orçamentais previstas para 2014 e não vai haver mais nenhum aumento de impostos”.
Após elencar algumas das boas notícias que surgiram nos últimos meses, como por exemplo a diminuição da taxa de desemprego, Virgílio Macedo enfatizou que estamos perante excelentes notícias para os portugueses e perante dados que vêm contrariar o discursos dos arautos da desgraça, os partidos da oposição, “que parecem ser verdadeiras aves agoirentas que querem que tudo corra mal a Portugal e aos portugueses, para eles terem razão”. “Mas vão ter que ter paciência. A vossa vontade, não está, e não vai ser cumprida, e os portugueses, no final, conseguirão tirar o país do abismo em que o PS o deixou. Este orçamento retificativo é assim só mais um passo para cumprir esse objetivo”, rematou o social-democrata. |