No final do debate do Estado da Nação, esta quarta-feira, Luís Menezes recordou que este é o primeiro debate deste género que é feito fora do memorando entendimento e estando o país detentor das rédeas do seu futuro. Segundo o deputado, este é por isso um debate que deve servir para analisar o Estado da Nação, o estado do Governo, da maioria e da oposição.
No que respeita ao estado do país, o Vice-Presidente da bancada do PSD começou por lembrar que este Governo apanhou em 2011 um país que estava na ressaca de um memorando de entendimento, depois de 6 anos de desvairo governativo. “Apanhámos um país que teve de se sujeitar a medidas altamente restritivas, um país que vinha com uma trajetória crescente de desemprego desde 2007. Depois de três anos de enormes dificuldades, temos um país que passou de 17.8% de desemprego para 14.3% e temos um país que cresceu nos últimos 15 meses. Se tivéssemos ido atrás daquilo que o PS falava, pedir mais tempo e mais dinheiro, ainda hoje estávamos com o memorando de entendimento em cima das nossas costas”.
Em relação ao estado do Governo e da maioria, Luís Menezes definiu-o utilizando uma única palavra: coesão. Já no que concerne ao estado da oposição, o Vice-Presidente da “bancada laranja” lamentou que esta não apresente alternativas credíveis. “Foi com tristeza que vimos o líder da bancada do PS dizer que a única proposta que tem para apresentar ao país é a renegociação da dívida”.
A terminar, Luís Menezes enfatizou que temos um país que passou por enormes provações. “Podemos dizer que o país está melhor, podemos dizer que começa a haver mais esperança e mais confiança nas pessoas e que as pessoas começam a ver melhorias nas suas vidas. Só o Governo e esta maioria apresentam soluções de futuro e estabilidade para o país. Do lado da oposição não vemos nem uma ideia, nem estabilidade, nem vontade de apresentar uma alternativa para o país”. |