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“A maioria e o Governo estão coesos e virados para o futuro. A oposição está frágil e virada para o passado”
A declaração foi proferida por Luís Montenegro no debate do Estado da Nação.

No início do debate do Estado da Nação, Luís Montenegro começou por recordar que este é o primeiro debate do Estado da Nação, desta legislatura, em que não temos a troika em Portugal. Recorda o Presidente da bancada do PSD que muitos “desdenharam da estratégia, propuseram mais tempo e mais dinheiro, vaticinaram uma espiral recessiva e prognosticaram um segundo resgate, mas a grande verdade é que todos esses falharam essas previsões e menosprezaram a capacidade dos portugueses”.

De seguida, o social-democrata frisou que o estado do país e das pessoas é hoje bem melhor do que era em 2011. “O país tem uma situação financeira controlada, uma economia mais dinâmica e que saiu da recessão, tem um bom comportamento nas exportações, tem a recuperação do investimento privado e teve um excedente comercial que não conhecia há 70 anos. E é um país onde o desemprego se mantém elevado mas onde a taxa de desemprego desce há 16 meses consecutivos”. Reconhecendo também as dificuldades sentidas pelos portugueses, Luís Montenegro afirmou-se “consciente de que não vivemos num mar de rosas, mas ciente de que estamos a renovar Portugal para que a vida das pessoas tenha cada vez menos espinhos”.

Quanto ao estado da maioria e do Governo, o deputado afirmou que Governo e maioria apresentam-se coesos e como um referencial de estabilidade, uma coligação firme, solidária e convergente. Admitindo que a coligação teve momentos de tensão, o social-democrata sublinhou que a maioria soube fazer prevalecer o interesse de Portugal e referiu que “arrancamos para esta última parte da legislatura coesos e firmes na convicção de que, reposta a normalidade financeira, podemos lançar o país para um ciclo de crescimento mais sólido, de criação de emprego e com um país mais credível”.

Já no que respeita ao estado da oposição, o líder da “bancada laranja” afirmou que estamos perante “uma oposição muito frágil: nas ideias, nas alternativas e na estabilidade”. “O PCP e o BE propõem-se restruturar a dívida, sair do Euro e, porventura, sair da União Europeia. Nunca disseram como financiavam o Estado e a economia sem mercados e sem parceiros europeus e nunca disseram quanta austeridade era precisa para restruturar a dívida. Por isso, podemos concluir que esta solução do BE e PCP significaria o terror social”.

Já no que respeita ao estado do PS, o parlamentar afirmou que os socialistas vêm ziguezagueando quer no discurso, quer em termos de liderança. “Mas a sua maior fragilidade foi ao nível da política. O PS não ajudou nada os portugueses a ultrapassar o estado difícil em que nos encontrávamos. Já não tinha ajudado quando era responsável pela governação, mas não ajudaram nem colaboraram no cumprimento do memorando que subscreveram. Não ajudaram quando andaram permanentemente a desconfiar da capacidade do país e a assustar as pessoas com previsões alarmistas e não ajudou quando nunca teve coragem de responder ao essencial”.

A terminar, Luís Montenegro declarou que “o país está melhor, as pessoas começam a sentir mais futuro e mais esperança. A maioria e o Governo estão coesos e virados para o futuro. A oposição está frágil e cada vez mais virada para o passado”.

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