Na sequência de uma intervenção de um deputado socialista que culpou o Governo por todos os fracassos e desgraças que afligem o País, Jorge Paulo Oliveira usou da palavra para afirmar que a memória dos homens é seletiva e que, por isso, temos o dever e a obrigação de lhes avivar a memória.
Nesse sentido, referiu o social-democrata, tudo tem um começo, e é bom que lembremos como é que se iniciou este processo que nos trouxe à atual situação. “Onde estava o deputado Eduardo Cabrita e muitos outros deputados do PS, o que disseram, o que fizeram quando, como em 2009, o crescimento do PIB foi de menos 5%? O que disseram e fizeram os deputados do PS quando os custos do trabalho atingiram o seu valor mais elevado de sempre durante a governação socialista? O que disseram e fizeram os deputado do PS quando a capacidade de financiamento líquida da economia se fixava em valores negativos? O que disseram e fizeram quando em 2010 o Governo socialista anunciou um desvio do défice em 2,2%, mas fechou o ano em 10,2%? O que fizeram e o que disseram os deputados do PS quando, entre 2008 e 2010, o montante líquido com as PPP’s quadruplicaram? O que disseram os deputados do PS para travar o endividamento galopante do Estado, durante os 6 anos de «governação socrática», em que a dívida pública aumentou mil milhões de euros por mês?”
Segundo Jorge Paulo Oliveira os deputados do PS não disseram nem fizeram nada e limitaram-se a ajudar o Governo socialista a correr para o estrangeiro para pedir ajuda externa. “Portugal teve um coveiro: chama-se PS. Não fomos nós que salivámos pela vinda da troika para Portugal, foram os senhores que, pela vossa incompetência, desvario, loucura, falta de vergonha, irresponsabilidade que prostraram, humilhantemente, os portugueses perante a troika”. |