No início do debate do Orçamento do Estado para 2014, Luís Montenegro lamentou a postura dos socialistas. De acordo com o líder parlamentar do PSD “o que empobrece o País e a nossa democracia é termos o principal partido da oposição com esta postura tão derrotista, de tanta falta de confiança na nossa capacidade de ultrapassarmos as grandes dificuldades que nos deixou um Governo do PS. Empobrece o País e a democracia que o principal partido da oposição chegue a este debate com um completo vazio de ideias. Nem uma alternativa, nem uma proposta para podermos atravessar a grave situação em que nos encontramos”. Face a esta postura, o social-democrata considera que “este PS começa a não ter emenda, porque não só contribuiu com a sua governação para termos de pedir ajuda externa, como agora não se coloca disponível para poder encontrar soluções com vista a resolver os problemas”.
De seguida, o parlamentar afirmou não compreender como é que é possível que os socialistas desdenhem os sinais positivos que a nossa economia vem revelando, como o crescimento e saída da recessão técnica, as exportações, a produção industrial, as melhorias dos índices e confiança e a duplicação da criação de empresas. Além destes sinais positivos, Luís Montenegro destacou outro muito importante: a taxa de desemprego está a descer há 8 meses consecutivos e pela primeira vez desde 2008 está a descer em período homólogo. Face a estes dados, o líder da bancada do PSD afirmou que este é um Orçamento difícil mas de esperança, pois consegue conciliar o término do Programa de Ajustamento, a diminuição do défice e a proteção dos mais vulneráveis da nossa sociedade.
No que respeita à Reforma do Estado, Luís Montenegro enfatizou que não podemos ignorar as reformas importantes feitas nos últimos dois anos e meio, mas frisou que o guião agora apresentado leva-nos para uma segunda fase deste processo. Contudo, lamentou, o documento foi logo desdenhado por parte do PS. “Nós admitimos que ele possa ser melhorado, complementado, criticado, mas é um documento que junta a todo o trabalho que foi feito no âmbito da Reforma do Estado aquilo que é a nossa perspetiva. Este é ponto de partida para a discussão sobre o futuro do nosso Estado e da relação do Estado com os cidadãos [afirmou o deputado mostrando o guião], esta folha em branco é a ideia da Reforma do Estado do PS. O PS que prometeu ao País um laboratório de ideias, mas que até ver só tem uma ideia de laboratório, porque ainda não temos uma única ideia do PS”.
A terminar, o líder da bancada do PSD convidou o PS a entrar neste debate e a dar cumprimento à deliberação da Assembleia de criar uma Comissão para debater a Reforma do Estado. “Nós estamos, como sempre, disponíveis para podermos dialogar, discutir e decidir o futuro do nosso País”, concluiu. |