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Cristóvão Crespo lembrou que os socialistas deixaram o país completamente desajustado
O deputado recordou que Teixeira dos Santos afirmou que “quem vier a seguir nem tempo terá para se sentar”.

No debate do orçamento retificativo, Cristóvão Crespo recordou que os debates que na presente legislatura tem decorrido tem sido marcados pela expressão de terminologia das finanças até à exaustão, tanto pelos partidos que apoiam o Governo como pelos Partidos da Oposição. “Os Portugueses têm sentido nas suas vidas a tradução prática desta intensa atividade na área das Finanças, desde o início desta legislatura, e esse impacto na maioria das vezes não tem sido simpático. Mas não cabe ao atual Governo e aos Partidos que o apoiam esta responsabilidade das finanças estarem na linha da frente na vida dos Portugueses. Todos sabemos que não senhores deputados. Tal só acontece porque o País perdeu a independência O Pais ficou amarrado à incompetência de quem nos governou até á poucos anos”. Neste sentido, o parlamentar lembrou as palavras do anterior Ministro das Finanças socialista, Teixeira dos Santos, quando este afirmou que “quem vier a seguir nem tempo terá para se sentar”. “Quem tal afirmou não foi ninguém do PSD ou do CDS-PP foi o Ministro Finanças do anterior Governo Socialista. Com toda a certeza sabia do que falava. Sabia que passaríamos a estar sujeitos a um programa de ajustamento, isto é pôr justo ou certo, ou seja estávamos completamente desajustados”.

De seguida, o social-democrata relembrou que este orçamento retificativo que estamos a discutir apenas visa dar cumprimento à decisão do Tribunal Constitucional, acomodar a revisão das perspetivas macroeconómicas resultantes da deterioração da conjuntura internacional, em particular na área euro e tornar menos duro o ajustamento orçamental tanto em termos económicos como sociais, nos termos das modificações dos limites orçamentais.

Dirigindo-se ao Ministro das Finanças, Cristóvão Crespo questionou se com as medidas propostas se obtém poupanças duradouras que facilitarão o cumprimento dos objetivos orçamentais nos anos vindouros, isto é se são medidas estruturais, e sem sobrecarregar as famílias e a economia com mais impostos. “Questiono se foram identificadas medidas adicionais de redução estrutural da despesa em todos os ministérios, com especial enfase na redução adicional das PPP? Se se pretende o reforço do combate à evasão fiscal e à economia paralela, com aumento do incentivo fiscal concedido em sede de IRS do IVA suportado?”

A terminar, o deputado pediu a Vítor Gaspar se confirma que, conforme compromisso do Governo, não há aumento de impostos, se acresce o Incentivo fiscal em sede de IRS do IVA pago e se existe ou não redução dos encargos brutos com as PPP rodoviárias na ordem dos 300 milhões de euros, graças à redução adicional de 50 milhões na renegociação em curso.

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