No entender de Afonso Oliveira, o início da interpelação ao Governo, agendada pelo PCP, sobre a situação do País permite ver, de forma clara, o estado da oposição: “muito confusa e muito ruidosa, numa demonstração clara da impossibilidade de se formar uma qualquer alternativa à esquerda desta maioria”. Contudo, acrescenta o social-democrata os portugueses, felizmente para todos nós, têm uma boa memória coletiva. “Sabem e não esquecem, que um dos desígnios fundamentais do Governo desde que assumiu funções, foi salvar o País duma situação de insustentabilidade. Sabem e não esquecem que o País vivia na eminência de não ter capacidade para assumir as suas responsabilidades e a torneira do financiamento se fechou. Sabem e não esquecem, que a nossa credibilidade internacional estava pelas ruas da amargura que era imperativo inverter rapidamente este caminho. Os portugueses bem sabem e também não esquecem, que o Governo do PS já num ato de desespero, foi chamar a Comissão Europeia, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu para nos apoiarem e financiarem o Estado português”.
Estes factos, considera o parlamentar, deveriam ser suficientes para que todos nós tivéssemos uma profunda consciência do enorme trabalho de sustentabilidade das contas públicas que o Governo tem vindo a desenvolver. Infelizmente, lamenta o deputado, não tem sido essa a atitude também do PS que tinha e tem a obrigação de estar na linha da frente a ajudar o país a sair do enorme buraco onde o meteu. “O Governo e o país, perante esta realidade, e perante uma economia com enormes debilidades em termos de competitividade e com dificuldades de financiamento, têm vindo a atuar e definir programas de apoio às empresas e particularmente às PME”.
Aproveitando a presença do Ministro da Economia no debate, Afonso Oliveira declarou que o trabalho que o governante tem vindo a desenvolver no seu Ministério “é da maior importância para que seja possível dinamizar a economia, potenciar novos investimentos e promover a criação de emprego”. “O senhor Ministro da Economia tem vindo a dar uma tónica muito particular e bem, na necessidade de potenciar a industrialização. Tem vindo a afirmar a necessidade de Portugal e da Europa canalizarem energias para programas de fomento industrial. Sem dúvida que todos temos consciência que talvez mais do que em outro momento da nossa vida democrática, Portugal precisa de captar investimento privado com potencial para a criação de emprego”.
Tendo como certo que têm vindo a ser utilizados instrumentos como os Fundos de Revitalização e Expansão Empresarial, que os Fundos de Capitalização de PME com uma linha de capitalização de empresas e ainda instrumentos de promoção do investimento industrial como por exemplo o QREN com 2012 como o melhor ano de execução, Afonso Oliveira questionou a Álvaro Santos Pereira de que forma pensa o Ministério da Economia continuar a potenciar e captar novos investimentos para Portugal. |