José Matos Rosa é da opinião de que é difícil encontrar paralelo histórico para o momento político-financeiro que estamos a viver. Portugal confronta-se, entende o Secretário-Geral do PSD, com uma crise em que não dispomos de alguns instrumentos típicos para resolver os nossos problemas. O social-democrata recordou, de seguida, as palavras de Mário Soares, em 1 de Junho de 1984, à RTP: “anunciámos medidas de rigor e dissemos em que consistia a política de austeridade, dura mas necessária, para readquirirmos o controlo da situação financeira, reduzirmos os défices e nos pormos ao abrigo de humilhantes dependências exteriores, sem que o País caminharia, necessariamente, para a bancarrota e o desastre”. Segundo o deputado estamos novamente sob assistência, mas o que é de assinalar, desde logo, é que o cumprimento do atual programa de ajustamento tem vindo a ser bem percecionado pelos mercados e pelas instituições internacionais. “Todas as avaliações que foram feitas pela troika são positivas. E isso é uma obra deste governo e de todos os Portugueses”.
Contudo, refere, entrámos numa fase decisiva e muito exigente. “Temos de continuar a proceder à correção significativa dos desequilíbrios acumulados ao longo de muitos anos. Do estudo aprofundado e minucioso que efetuei ao Orçamento para 2013, realço que o mesmo põe à prova a nossa capacidade para prosseguir reformas e acumular credibilidade. Com este Orçamento está-se a criar futuro para os cidadãos, famílias e empresas. Este Orçamento do Estado é um exercício de determinação. É verdade que é pedido um esforço muito grande a todos os portugueses. Mas também é verdade que se verifica uma repartição justa e equitativa dos sacrifícios. Existe também, uma vontade clara em cortar na despesa. Este é o orçamento que consubstancia os maiores cortes no desperdício de que há memória. Este orçamento é amigo das empresas e da criação de emprego. Este é o orçamento do compromisso com o estado social, do compromisso com o tribunal constitucional, do compromisso com o euro”.
A concluir a sua intervenção, José Matos Rosa questionou ao Primeiro-Ministro qual foi o montante da redução em 2011 e 2012 da despesa primaria do Estado, bem quanto é o saldo estrutural primário em 2012, e os seus efeitos no orçamento agora em discussão. |