Grupo Parlamentar do Partido Social Democrata
Facebook YouTube Sapo Vídeos Flickr instagram
Home Agenda Actualidade Deputados Direcção Galeria Contactos RSS
Plenário/Audiências/Comunicação Social/Comissões
Notícias/Plenário/Comissões
Por nome/Por comissão/Por círculo
Presidente/Direcção
Vídeos/Fotografias
 
“Um país incumpridor é um país sem credibilidade e sem esperança no futuro”
Paulo Batista Santos enfatizou que esse é um caminho que este Governo e esta maioria jamais aceitarão em nome de Portugal.

O Parlamento debateu, esta quinta-feira, o Orçamento do Estado rectificativo de 2011. Na bancada do PSD, Paulo Batista Santos começou por afirmar que “Portugal está hoje perante um enorme desafio, atravessando um dos períodos mais críticos da sua história contemporânea”.

Do ponto de vista do social-democrata “estamos mergulhados numa crise financeira e orçamental de contornos especialmente graves, com consequências na vida dos portugueses, e exige de todos os agentes políticos, agentes económicos e cidadãos em geral, a determinação e coragem necessárias para devolver a esperança a Portugal”. “O facto de o nosso país registar nos últimos anos índices de crescimento residuais, praticamente Portugal encontra-se numa situação de estagnação na última década, em larga medida, em consequência de desequilíbrios económicos profundos, não é uma fatalidade, pelo contrário, deve ser um imperativo nacional pugnarmos pelas reformas estruturais que têm sido sucessivamente adiadas”.

De seguida, o parlamentar recordou que “é sabido que o Estado depende em absoluto da assistência externa para cumprir as suas funções básicas, desde o pagamento das remunerações aos servidores públicos, até ao cumprimento das mais variadas prestações sociais”. E é por todos reconhecido que estas restrições financeiras limitam fortemente a capacidade de acção do Estado, na realização das suas tarefas públicas, e sobretudo esta realidade está a asfixiar a iniciativa privada. Neste sentido, por muito que alguns se esforcem para omitir esta realidade, o processo de consolidação orçamental é um caminho incontornável, e tem de ser associado à profunda transformação do Estado e do Sector Empresarial do Estado”. Esconder esta realidade, acrescenta, “não ajuda à consciencialização colectiva da complexidade da nossa situação e, sobretudo, não contribui para mobilizar os portugueses para a tarefa ciclópica que vão ter de enfrentar”.

Relativamente ao Orçamento Rectificativo, Paulo Batista Santos deixou um desafio e um convite a todos os grupos parlamentares. “Desafio, para no caso de ainda restarem quaisquer dúvidas sobre a encruzilhada a que chegaram as nossas contas públicas, o presente ajustamento orçamental que consubstancia, no essencial: por um lado, o alargamento substancial dos limites à concessão de empréstimos e outras operações activas e do endividamento líquido global directo e por outro, o reforço da dotação provisional e das transferências para os Serviços Integrados e para os Serviços e Fundos Autónomos”. “E o desafio que faço a esta câmara é muito simples de compreender: um Estado que consome mais de 50% da riqueza nacional; uma dívida pública próxima dos 100% do PIB; num contexto de excessivo endividamento das famílias e das empresas; tudo factores que contribuem para uma situação absolutamente insustentável. Numa palavra: é urgente pensar o Estado e ajustar as suas funções às reais possibilidades do país”.

No que respeita ao convite, o social-democrata apelou a uma leitura mais atenta desta Proposta de Lei na parte que se refere aos princípios gerais a aplicar à proposta de avaliação global de prédios urbanos, no âmbito do regime de tributação previsto em sede do Código do Imposto Municipal sobre Imóveis. “Trata-se de uma alteração que dá cumprimento ao estabelecido no ponto 6.3 do memorando de entendimento sobre as condicionalidades de política económica, de 17 de Maio de 2011, de acordo com o qual se estabeleceu que até finais de 2012, o valor patrimonial tributável de todos os bens imóveis se deve aproximar do valor de mercado”.

Em jeito de conclusão o parlamentar referiu-se ao Orçamento para 2012. “Iniciámos ontem no Parlamento a discussão do Orçamento do Estado para 2012. O Governo apresentou aos portugueses os princípios orientadores da sua política económica e financeira que, nunca é demais repeti-lo, são inseparáveis uns dos outros. São eles a estabilização financeira, a consolidação orçamental e a agenda de transformação estrutural da economia e das instituições. E propõe-se fazê-lo num conhecido quadro de dificuldades, naturalmente determinado nos seus exigentes objectivos orçamentais e económicos, mas aberto ao diálogo com as oposições e na expectativa que surgem medidas alternativas credíveis, em particular do maior partido da oposição”.

“Um país endividado e incumpridor dos seus compromissos é um país sem credibilidade e, pior, é um país sem esperança no futuro. E esse caminho, de resignação ou de mero oportunismo político, este Governo e esta maioria jamais aceitarão em nome de Portugal e nos objectivos de prosperidade que os portugueses merecem e irão conseguir”.

Paulo Batista Santos lançou ainda um apelo aos deputados do Partido Socialista para que façam uma “clarificação política quanto à linha de rumo que preconizam para Portugal, que o façam naturalmente em total liberdade e no respeito pelos valores que preconizam, mas, recordo, para que os portugueses voltem a ter esperança, não basta afirmá-lo, é preciso prová-lo. E isso faz-se com novas políticas, diferentes prioridades, um pensamento político estruturado e muita coragem e ousadia. Ou seja, com uma nova esperança reformista que este Governo devolveu a Portugal”.

27-10-2011 Partilhar Recomendar
Intervenção de Paulo Batista Santos no Plenário
25-11-2010
António Preto: “este é um mau Orçamento”
    O parlamentar do PSD lembrou que estas medidas podiam ter sido evitadas.
25-11-2010
“A preocupação do PSD está centrada no país”
    Cristóvão Crespo acusou os socialistas de estarem mais preocupados com o passado.
24-11-2010
Matos Rosa salientou papel do PSD na manutenção de incentivos às transmissões onerosas de imóveis
    Social-democrata saudou recuo dos socialistas nesta matéria.
24-11-2010
Isabel Sequeira: não seria justo que os contribuintes vissem reduzidos os seus meios de defesa
    A social-democrata saudou o PS por ter ido de encontro à opinião e preocupação do PSD.
24-11-2010
“Se as taxas do IVA no cabaz alimentar não são agravadas isso deve-se à intransigência do PSD”
    Duarte Pacheco evidenciou o papel do PSD na minimização dos efeitos deste Orçamento.
24-11-2010
Paulo Batista Santos saúda recuo do PS
    Em causa está a obrigatoriedade da subscrição por um Revisor Oficial de Contas para efeitos de redução dos prejuízos fiscais por parte das empresas.
24-11-2010
PSD evitou um “agravamento fortíssimo” do IRS para as famílias
    Miguel Frasquilho referiu que os sociais-democratas procuraram “tornar menos danosas as consequências deste Orçamento”.
24-11-2010
OPINIÃO / Irlanda vs. Portugal, ou sociedade vs. Estado
    Depois da Grécia, obrigada a recorrer à ajuda do FMI e do mecanismo de estabilização europeu em Abril último, eis que chegou a vez da Irlanda, que aceitou a criação de um plano de auxílio que decorre das urgentes necessidades de refinanciamento e recapitalização do sector bancário.
23-11-2010
Hugo Velosa apresenta propostas dos deputados do PSD/Madeira
    Propostas são dirigidas às Regiões Autónomas da Madeira e Açores.
23-11-2010
Maria José Nogueira Pinto preocupada com transferências para a Misericórdia de Lisboa
    A deputada pediu esclarecimentos ao Governo sobre estas transferências.
Início Anterior Seguinte Último
Galeria Vídeos
Galeria Fotos
Intranet GPPSD
Dossiers Temáticos
Canal Parlamento
Agenda
Newsletter
Submeta a sua Notícia
Links
Partido Social Democrata
Instituto Francisco Sá Carneiro
Grupo Europeu PSD
Juventude Social Democrata
Trabalhadores Social Democratas