A Assembleia da República discutiu, esta sexta-feira, o Projecto de Resolução do PCP que defende o aumento do salário mínimo nacional para os 500€ em 2011 e a garantia de que em 2013 o salário mínimo será de 600€. Para Pedro Roque, este Projecto assenta num pressuposto incorrecto, o PCP argumenta que Portugal tem o salário mínimo mais baixo da zona euro omitindo que vários dos seus países não têm um salário mínimo estabelecido, havendo ainda outros que têm com um valor menor.
O social-democrata lembrou que “o PCP parece olimpicamente ignorar que o país atravessa um momento muito delicado merecendo dos desmandos do passado recente”, acrescentando que Portugal comprometeu-se, no acordo com a troika, que qualquer aumento do salário mínimo só teria lugar se fosse justificado pela evolução económica do mercado de trabalho e após acordo na revisão do Programa. Segundo o parlamentar a evolução económica e o imperativo da competitividade da economia se não aconselham esta alteração para 2011 muito menos justificam os 600€ para 2013. “O aumento não sustentado dos custos de trabalho é o principal inimigo da competitividade”, frisou.
Pedro Roque concluiu a sua intervenção afirmando que este tipo de medidas utópicas e irrealistas convertem o PCP numa espécie de versão pós moderna da banda do Titanic, que apesar de estar confrontada com o naufrágio eminente continua impavidamente a tocar. |