No debate sobre os Cuidados Paliativos, esta quinta-feira, Miguel Santos começou por citar um texto da Organização Mundial de Saúde que diz que “o cuidado paliativo reconhece o valor da vida e olha a morte como um processo normal. Não apressa nem adia a morte. Trata com eficácia a dor e o sofrimento, integra os aspectos psicológicos e espirituais do cuidado de saúde e oferece um sistema de apoios para que o doente viva tão activo quanto possível até à morte e para que a família suporte o sofrimento com o período final da doença e com o luto pela perda do seu familiar”. Na opinião do social-democrata “é a realidade desse sofrimento que hoje aqui nos ocupa e convoca para uma procura de soluções verdadeiras, possíveis, humanas e dignas para os doentes em fase terminal”. “Trata-se de uma matéria que reveste uma cada vez maior importância nas sociedades modernas, quer devido ao progressivo envelhecimento da população, quer pela necessidade, por todos sentida, de se oferecer um mínimo de conforto, o possível alívio de sintomas e também o apoio psicológico, espiritual e emocional a todos quantos sofrem de enfermidades terminais”.
Para o Vice-Presidente da bancada do PSD “o que interessa quando tratamos de cuidados paliativos é a pessoa”. “O País tem de dispor de suficientes estruturas vocacionadas para os cuidados continuados e, ainda mais especificamente, para os cuidados paliativos. O País tem de dispor de profissionais de saúde e de outras áreas especialmente habilitados para a prestação de cuidados e de outras formas de apoio a doentes terminais. Mas o País também sabe que a melhoria das condições de prestação dos referidos cuidados deve também ser feita com melhor organização, com uma adequada distribuição dos recursos existentes e sem o descontrolo de gastos a que os últimos Governos infelizmente habituaram os Portugueses”.
Para o futuro, Miguel Santos afirma que o Governo terá de “melhorar e aumentar progressivamente a oferta de cuidados paliativos, sem rupturas, sem demagogias e sem se assumirem compromissos na lei que depois, por manifesta falta de disponibilidade orçamental, não se possam cumprir” e de “aumentar o número de equipas intra-hospitalares de suporte em cuidados paliativos, aumentar o número de camas de internamento, agilizar e desburocratizar procedimentos, aprofundar a formação e a investigação”. |