A Assembleia da República iniciou, esta terça-feira, o debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2011. Miguel Macedo começou por afirmar que “foi penoso ouvir o Primeiro-Ministro, sobretudo porque persistiu numa estratégia de desresponsabilização do Governo”, acusando os mercados e os partidos da oposição de serem os responsáveis pela actual situação. O líder parlamentar do PSD declarou que este “é um mau Orçamento para as pessoas, paras as famílias e para as empresas”. Segundo o social-democrata, em circunstâncias normais, este Orçamente era chumbado, mas “o Governo pôs o país de calças na mão” e o PSD não teve alternativa se não viabilizar este Orçamento. “A alternativa significava a bancarrota do país e mais dificuldades”, declarou, acrescentando que, “se fosse pela sobrevivência do Governo, este não passava deste debate”.
Miguel Macedo afirmou ainda que “coragem não era apresentar este Orçamento, era evitar ter de o apresentar”. “Coragem era em 2009 não ter sacrificado as contas públicas por causa das eleições e dos votos, coragem era o Primeiro-Ministro, há 6 anos, ter emagrecido o Estado, cortar nas mordomias e impedir o regabofe nos Institutos”.
O líder do Grupo Parlamentar do PSD conclui a sua intervenção lembrando que o PSD deu a mão país em Maio com o PEC 2, volta agora a fazer o mesmo, “mas não haverá uma terceira oportunidade”. “Agora não há desculpas. Se por incompetência, irresponsabilidade ou incapacidade” o Governo falhar, “a responsabilidade é sua”. “O PSD não vai dar mais nenhuma oportunidade ao Governo”, afirmou. “Não é por táctica política ou perspectiva eleitoral que o afirmamos, se o Governo for, mais uma vez, incompetente o país merece um novo Governo”. |