Luís Montenegro encerrou as intervenções do PSD no debate do Estado da Nação. Segundo o social-democrata a primeira conclusão a retirar deste debate “é a de que o país vive uma crise económica e social grave que é estrutural mas que o Governo insiste teimosamente em considerar conjuntural e originada pela situação financeira internacional”. Comprovativos dessa crise que vivemos são as “Finanças Públicas depauperadas, a divida pública e endividamento externo no limiar da insustentabilidade, o desemprego estrutural insuportável, mais pobreza, degradação dos sistemas públicos, incluindo os relacionados com as funções soberanas do Estado, a justiça e a segurança”.
Na opinião do Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PSD “o Estado gasta de mais e produz de menos. E com isso estrangula a sociedade, que perde recursos e recorre ao endividamento. O País gasta acima das suas possibilidades”. O deputado recordou, de seguida, que “onde propuseram a criação de 150.000 novos empregos, afinal geraram 150.000 novos desempregados, onde prometeram pôr o país a convergir com a Europa, crescendo mais do que a média europeia, falharam, onde quiseram reformar os sistemas públicos, acentuaram-se as desigualdades e as assimetrias regionais e mantiveram vários constrangimentos”. A conclusão de todo este cenário é, segundo o parlamentar, a de que o “Primeiro-Ministro está cada vez mais sozinho no País”.
Recordando as palavras de José Sócrates de “que está para nascer o Primeiro-Ministro que fizesse tanto pelo défice como ele próprio”, o deputado afirmou que hoje pode dizer “sem mentir que está para nascer um Primeiro-Ministro que tenha criado mais desempregados em Portugal”. “600 mil desempregados são o legado dos governos e das políticas socialistas em Portugal”, acrescentou.
A segunda conclusão retirada por Luís Montenegro é a de que “Portugal está mal mas o Governo está pior”. “Pior porque não reconhece a realidade, pior porque a maior parte dos seus membros primam ou pela ausência ou pela descoordenação”.
A terceira conclusão é a de que o “país confirma também no parlamento a emergência duma alternativa política ambiciosa e reformista, protagonizada pelo PSD e por Pedro Passos Coelho”. “A nossa divisa é reformar estruturalmente Portugal, é transformar o Estado fazendo-o gastar menos e libertando recursos para a sociedade, é transformar o Estado garantindo apoio aos que efectivamente precisam, por estarem mais vulneráveis, mas com o intuito de os estimular a ultrapassarem essa precariedade, é transformar o Estado eliminando os estrangulamentos da nossa classe média e o asfixia das nossas empresas”. |