Miguel Macedo iniciou a Declaração Política no debate do Estado da Nação afirmando que, infelizmente, “o estado da Nação é aquele que todos os portugueses conhecem: um País mergulhado numa crise social preocupante, numa crise económica sem solução à vista e numa crise financeira especialmente grave”.
Contrariando aquilo que foi dito pelo Primeiro-Ministro, o social-democrata afirmou que os portugueses “sentem o desemprego a aumentar, os impostos a subirem, o poder de compra dos salários e das pensões a baixar e a perspectiva de que se este ano é mau o próximo pode ser ainda pior”. “Os portugueses sentem é falta de confiança. Falta de confiança dos empresários, falta de confiança dos trabalhadores, falta de confiança para investir, falta de confiança na política do Governo, falta de confiança nas instituições do País”.
Segundo o líder parlamentar do PSD a verdade “nua e crua” é a de que, ao fim de 5 anos de Governo socialista não há um pensionista ou um reformado que sinta que a sua vida melhorou, não há um jovem que sinta mais oportunidades na sua vida pessoal e profissional, não há um professor que sinta que a sua carreira foi melhorada e o seu estatuto revalorizado, não há um funcionário público que se sinta mais motivado e prestigiado, não há um empresário, pequeno ou médio, que sinta melhores condições para investir ou que não se sinta financeiramente com a corda na garganta e o que temos é uma classe média asfixiada de impostos, em exército de mais de 600 mil desempregados, um País economicamente estagnado, um Estado financeiramente estrangulado e uma sociedade sem confiança em si própria e no seu futuro”.
De seguida, o líder parlamentar do PSD afirmou que “se o estado da Nação é mau o estado do Governo não é melhor, este é um Governo ausente, esgotado e desorientado”. Ausente, sustenta o deputado, porque “o Ministro da Justiça parece alheado dos graves problemas do sector, o Ministro da Economia, de economia só tem o nome, da Ministra do Ambiente não se lhe conhece rasto e do Ministro do Emprego a história regista, não qualquer plano para revitalizar o emprego, mas uma atitude de conformismo e resignação”. Para Miguel Macedo, “um Governo assim, ausente, esgotado, sem obra para exibir e sem resultados para apresentar é um Governo em desespero”.
Quanto ao PSD, o deputado frisou que tem uma atitude diferente e um novo caminho para propor, um caminho de realismo e de verdade. “Queremos protagonizar uma alternativa, porque queremos um País diferente. Um País que saiba cuidar dos mais necessitados, combatendo a pobreza, enfrentando o desemprego e não se conformando com a exclusão social. Um País que saiba dar futuro aos seus jovens, apostando na competitividade da sua economia, na formação das suas gentes e num desenvolvimento equilibrado e sustentável. Um novo rumo e uma nova política”. |