Adão Silva quer que a Ministra da Saúde esclareça “se está ou não a equacionar a possibilidade de se extinguir o laboratório distrital de saúde pública de Bragança.” Num conjunto de perguntas, entregue na Assembleia da República, o social-democrata questiona ainda onde serão realizar estas funções e por quem. Adão Silva quer saber se “está devidamente acautelada a distância e a área territorial abrangida pelo Agrupamento de Centros de Saúde do Nordeste (ACES) e o serviço de proximidade que deve estar sempre inerente à saúde pública” e o que “vai acontecer aos 13 funcionários que realizam as suas tarefas no laboratório”.
O deputado eleito pelo círculo de Bragança, refere que a ser verdade, esta “será uma decisão altamente perigosa e funesta para a vida destas populações”. Segundo o parlamentar é “no laboratório distrital de saúde pública que se procede a análises da água tanto de consumo público, como de recreio (piscinas, praias fluviais), a análises de produtos alimentares disponíveis em mercados, cafés e restaurantes, para além de diversos outros trabalhos menos sistemáticos, mas igualmente relevantes”. Adão Silva salienta ainda o facto de o laboratório estar muito bem equipado, de ter profissionais muito competentes e de ser de extrema importância ter “um serviço público de proximidade que responda prontamente às necessidades das populações servidas pelo ACES Nordeste.
O Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PSD recordou que este distrito já viu serem-lhe retirados vários serviços de saúde. Segundo o deputado extinguiu-se a Delegação Distrital de Saúde Pública, e dos 25 médicos que constituíam o ACES, restam apenas três médicos especialistas em saúde pública (em Bragança, Macedo de Cavaleiros e Mirandela) coadjuvados por apenas dois médicos de saúde geral e familiar, num total de 5 médicos e agora querem encerrar o laboratório distrital de saúde pública de Bragança. |